quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

PRA QUE SOMAR SE PODEMOS DIVIDIR?

Oi gente
com muita alegria escrevo meu primeiro textinho aqui no ouroblog.
dei uma navegada pelo bebo e pelo próprio ouroblogue. com alguma dificuldade, confesso. quase tenho vergonha da minha inaptidão para esses recursos virtuais, por mais simples que sejam. nem parece que sou quase filho da geração internet. acho que, no fundo, é simples entender minha limitação: ela se chama preguiça. na verdade eu tenho uma BAITA preguiça. e costumo fugir, costumo não participar de comunidades,de blogs, de sites de relacionamento, etc, etc, etc.
mas no caso da ouroboros é muito diferente.
há um ano e meio eu recebi um convite da Moira Toledo pra dar aula de roteiro num curso coordenado por ela. sequer nos conhecíamos pessoalmente. falamos por telefone e com sua empolgação habitual ela me convenceu a aceitar o convite. nos conhecemos dias depois, numa reunião com todos os professores que dariam o curso. eu tinha acabado de chegar a São Paulo e, naturalmente, não conhecia ninguém.
capitaneados pela Moira começamos a reunião e rapidinho eu me senti em casa. coisa louca isso. eu que andava meio perdido (o que me parece coisa muito comum a qualquer pessoa que vem de uma cidade menor para viver em São Paulo) de repente estava em casa, no meio de uma porção de pessoas que eu nunca tinha visto. fizemos a reunião. eu dei a aula. e a minha vida nunca mais foi a mesma.
firmei com o coração uma parceria com a Moira e com todos os integrantes da Ouroboros. assinei um contrato cósmico com essa turma. e desde então trabalhamos juntos.
um dia desses fiquei pensando na minha relação com a equipe da ouro. e percebi que, desde aquela primeira reunião, o que prevalece nessa equipe é um afeto muito bonito, uma política de dividir e não de somar. naquela reunião eu não era MAIS um professor, eu era O professor que todos queriam conhecer e por quem todos queriam ser conhecidos. a idéia era dividir informações, pontos de vista, opiniões sinceras, sentimentos, sempre com o objetivo de construir um trabalho coletivo e, acima de tudo, humano.
quase dois anos depois eu posso dizer que a Ouroboros permanece nesse caminho. posso dizer que nos dez anos que tenho como profissional do cinema nunca vi nenhuma empresa aliar alto nível de conhecimento e apuro técnico com alegria e amor. posso dizer que essa filosofia de trabalho faz da ouro a empresa mais qualificada que eu já conheci para desnvolver projetos em arte e educação. e posso dizer, pra terminar, que qualquer pessoa ou empresa interessada em desenvolver um trabalho de qualidade, com características criativas e singulares, DEVE procurar a Ouroboros. A ouro é uma empresa para a qual os meios são tão importantes quanto os fins. e nessa batida ela vai construindo sua trajetória de sucesso profissional e de riquíssimas relações humanas.
nas comunidades virtuais da Ouroboros eu não tenho preguiça de participar. de verdade. afinal, elas são uma ponte pra que eu possa ficar, de onde quer que eu esteja, mais pertinho de todos esses amigos profissionais que admiro e amo.
boa sorte pra todos nós
muita paz

Henry Grazinoli

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